A era da hiperconectividade transformou a conectividade em infraestrutura essencial da vida moderna. Pessoas, empresas e governos operam hoje de forma contínua, em rede e em tempo real. Estar conectado deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica para funcionar.
Esse cenário consolidou os dados como elemento central das decisões. Com o avanço do Big Data, praticamente todas as atividades geram informações de forma constante. Para se ter dimensão dessa mudança, estima-se que até o início dos anos 2000 toda humanidade produziu cerca de 5 exabytes de dados. Atualmente, esse mesmo volume é gerado em poucos dias, e o mais assustador dos atuais 181 zettabytes gerados até o final de 2025, 90% ocorreu nos últimos 2 anos.
Há ainda um desafio silencioso: o humano. A avalanche de informações, notificações e respostas imediatas tem levado ao esgotamento mental e a ambientes cada vez mais reativos. A tecnologia avança rapidamente, mas as pessoas continuam limitadas por sua capacidade cognitiva e emocional.
Com a expansão da inteligência artificial, da Internet das Coisas e de sistemas integrados, a conectividade tende a se tornar total. O desafio deixa de ser conectar e passa a ser organizar, interpretar e decidir melhor, preservando o fator humano em meio à automação.
A era da hiperconectividade já começou. A questão agora é: estamos apenas conectados ou realmente preparados para transformar dados e tecnologia em decisões mais humanas e inteligentes?
Paulo Lopes atua no setor de tecnologia desde 2006. Autodidata e entusiasta da inovação é vendedor, diretor de projetos e cofundador da Qualiti.







